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Ivan Soares David

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MCLAY ESTAVA PARA CONSEGUIR LOGO

Capítulo 1


A espera foi longa. Mclay estava para conseguir logo. Sabia que bem depois daquela curva e com mais uma hora e alguns minutos de caminhada revezando entre a areia quente e a molhada pelas ondas cristalinas do mar, ele iria encontrar a tão falada paisagem costeira com falésias.

Encostas íngremes e coloridas que se estendem em alguns pontos por quilômetros de costa do litoral brasileiro. Mesmo sendo uma paisagem milenar, formada a milhões de anos pelos ventos e ondas e já conhecida por muitos, Mclay nunca havia tido condições de conhecê-las. Um sujeito de meia idade, solteirão, formado em administração de empresas em Harvard e especialista em tubulação petrolífera marítima pela Universidade de Oxford. Diretor-presidente da Unitub Sea, uma grande corporação americana do ramo do petróleo havia vinte e oito anos. Não fazia outra coisa a não ser trabalhar. Dizia que as obrigações do cargo tiravam-lhe o tempo para mulheres. Na juventude fez mergulho – mas com a quantidade de cigarros que fuma abandonou o esporte, e estudou paisagismo, seu único hobby atual além de um bom prato em restaurantes chiques, também por força da profissão. Ele foi o responsável por todos os dois milhões de quilômetros de tubos submersos que temos hoje espalhados pelos oceanos dos quatro cantos da terra, ligando o planeta numa rede quase tão extensa e complexa como a internet.

Cansado das centenas de viagens ao oriente-médio, não tinha mais ânimo para suportar a extrema violência dos últimos acontecimentos mundiais. Daquele lado do mundo, a guerra tornava insuportável a vida de todos. Mclay estava de férias por uma semana. Foi obrigado a parar por ordens médicas. Foi então para o outro lado do planeta, mais para o sul da América, Brazil, Bahia. Precisava descansar de verdade e sentiu que precisava ir para um lugar no planeta ainda sem tubulação petrolífera da Unitub Sea para tenta ficar afastado do stress e distante das suas funções para recuperar o fôlego.

Por ordens médicas Mclay deveria fazer caminhadas diárias em lugar plano, ao ar livre e de clima agradável. A curva da praia repleta de coqueiros já apresentava as silhuetas das falésias. Os pés descalços de Mclay queimavam na areia quente e ele se lembrava da vida corrida e sedentária que levava em Manhathan e Londres. As esteiras que utilizava no escritório e em casa, de alta tecnologia e com pisante (tênis) de US 1.800 dotado de chip no amortecedor sempre o fazia sentir conforto. E ele se lembrou que só tinha caminhado descalço como naquele momento quando era adolescente e nos tempos de mergulho.

Antes, porém, pensou em ir para a Asia. Tailândia, Indonésia e suas praias zen divinas, mas soube por um amigo que fora avisado pelo serviço de espionagem que a região seria devastada por um maremoto. Informação esta altamente sigilosa. Segredo absoluto. Eles pretendiam colocar uma bomba H na região, bem o fundo do mar. Mclay teve um desmaio ao ser informado. O stress veio a tona. Sua saúde demonstrou fragilidade pela primeira vez. A bomba poderia causar a destruição das cidades costeiras dos paises da região e danificar seriamente o sistema de tubulação de petróleo que abastece toda a Asia. Mclay sentia que precisava de alguma forma salvar os dutos de petróleo naquela área, mas como faze-lo? Não se sabia se a informação era verdadeira mesmo vindo do FBI, não se sabia nem onde seria colocada a tal bomba. Ele temia uma catástrofe mundial pois a tubulação de petróleo mesmo submersa poderia se incendiar e como num efeito cascata explodir o planeta inteiro, os oceanos e o portos com suas refinarias. Mclay havia telefonado para o secretário de segurança e mais uma vez o governo americano fazia vista grossa. Parecia que aceitava a destruição do que alertar os governos dos paises e as pessoas, retirando-os do lugar, salvando vidas.

Imagina, pensava Mclay, quanto mais o mundo se destrói em guerras ou por catástrofes naturais ou por ataques de grupos radicais, mais os USA sai favorecido. Eles fabricam as armas, instigam secretamente as guerras e os conflitos e depois participam enviando tropas e muito arsenal. Mas o atual governo americano e em particular a família do presidente possuem importantes relações de negócios com o oriente médio e Mclay sentia que o próprio presidente em pessoa iria agir.

Capítulo 2

Quinze minutos de caminhada no sol escaldante do litoral baiano fazia Mclay transpirar. Ele tirou a camisa, enrolou e amarrou na sua cabeça. De um lado o mar azul parecia estar sempre convidando para um mergulho. Do outro os intermináveis coqueiros plantados sobre a areia onde calangos sorrateiramente circulavam.

Charles Mclay tentava relaxar e não se preocupar com a suspeita de bomba, mas sua cabeça ainda era só preocupação com a agenda de reuniões. Ele havia chegado ao país com o seu secretário particular e piloto à dois dias e só dormido com calmantes desde então.

Roy Estevam não só era um piloto especializado em vários tipos de aeronaves civil e militar como também praticamente cuidava de Mclay desde muito antes da sua entrada na Unitub Sea. Ele sempre morou próximo de Mclay e esteve ao seu lado todos os dias desde então. Foi ele quem salvou-lhe a vida certa vez no Iraque quando a guerra de oitenta estourou.

Enquanto Mclay caminhava pela praia deserta, Roy havia ficado no hotel vitima de uma disfunção estomacal causada pela mudança de alimentação. Também havia a necessidade de manter a conexão com a situação. Pelo menos para Roy.

Os sinais: 1o. wtc 11 setembro, 2o. maremoto/bom....3o.///// Maclay estava preocupado
continua...

comments

Noemi Silvera 04/19/2008 12:07 AM
Y COMO SIGUE LA HISTORIA DE MCLAY???
ME DIVIERTE MUCHO LEER EN PORTUGUES ES MUY CALIDO Y AGRADABLE!!
BESOS
NOEMI
Ivan Soares David 04/25/2008 02:11 AM
Hello Noemi. Estou continuando a escrever a historia ed Mclay, aguarde.
besos
Ivan

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